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CORINTIANO, BLOGUEIRO E ESCRITOR
domingo, 24 de fevereiro de 2013
Ate o fim
O empate em condições normais seria um péssimo resultado. Mas as condições não foram 'normais' nesse domingo. Havia tristeza, polêmica e um clima pesado por causa de tudo que vem acontecendo. Precisávamos de uma boa dose de Corinthians pra melhorar o astral. Apesar de jogar bem no primeiro tempo, não conseguimos marcar. O segundo tempo veio com gols e emoção. Nunca vi o Pato jogando tão bem. Jogou com raça, com vontade, com habilidade, marcou... Parecia outra pessoa, parecia corintiano... Mesmo assim, aos 48 do segundo tempo o placar marcava Bra 2x1 Cor. Foi então que a conexão da internet caiu, o site por onde assistia o jogo deu pala. Estava desanimado por tudo que está acontecendo e pela derrota iminente, afinal, o jogo estava aos 48. Por fim, desisti... Não tentei acessar o jogo de novo. Pensei: quando eu conseguir acessar, o jogo já vai ter acabado. Eu estava na casa da minha namorada, me despedi dela e fui embora triste. Corrigi algumas provas e liguei o notebook para dar uma checada no Facebook. Foi então que vi um post com o link abaixo. O Corinthians empatou aos 51. Aquela velha história de garra, de nunca desistir mesmo quando o 'mundo cai sob as costas', aconteceu de novo. O Corinthians me surpreendeu! E o Corinthians vai surpreender você! Você que torce pra que esse inferno astral causado pela tragédia na Bolívia derrube o nosso time.
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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Comentário(s) sobre o incidente em Oruro
No Facebook:
Roger Rodrigues Soares Eu já cansei de argumentar. Agora vou esperar. Se houver punição, que ela sirva de lição. Que os dirigentes repensem o apoio as máfias ops torcidas "organizadas".
Roger Rodrigues Soares Engraçado que os mesmos que falam de punição, de justiça, de combate à violência nas torcida propagam também intolerância por meio da velhas "piadas" preconceituosas. Em resposta a isso aí, eu ia postar aquela imagem que os são paulinos conhecem bem, aquela do bambi com a camisa do SPFC, mas aí lembrei que há outros torcedores desse time aqui e, por enquanto, não os vi fazendo "trollagens" desse tipo. Deixa quieto
Roger Rodrigues Soares Torcida do Corinthians: 30 milhões; Torcedores membros de (des) Organizadas: Uns 5000; Torcedores do Corinthians no estádio ontem: 500; Autor do 'disparo' do rojão (que não sabemos se houve dolo ou não): 1. Toda generalização é BURRA E IRRACIONAL.
Roger Rodrigues Soares Generalizar é dizer "Isso aqui é Corinthians" se referindo a morte do garoto, como se o Corinthians fosse o culpado. Generalizar é dizer que o povo alemão é responsável pelo holocausto, generalizar é relacionar a torcida do flamengo ao 'goleiro Bruno'. Não sou contra a punição. No entanto, mais uma vez repito: Rojão é permitido no estádio? houve dolo? De quem é a culpa? Do Corinthians? Do time mandante (onde ocorreu a tragédia) ou da organização do campeonato? E ESSE FACEBOOK TÁ MTO LOUCO! TÁ APARECENDO QUE EU CURTI MEU PRÓPRIO COMENTÁRIO. EU NÃO FIZ ISSO! Aqui é Corinthians. ;D
Roger Rodrigues Soares O "artefato" passou mto perto dos próprios torcedores do Corinthians. Eu vi isso em um monte de vídeos que já foram divulgados. Acredito na hipótese de que o cara não sabia manusear o equipamento que, pra início de conversa, não podia ter sido comprado (é usados em navios para sinalizar) e muito menos entrado em campo, e acabou disparando sem controle. No entanto, suponhamos que houve a intenção, o cara mirou... Pra mim, não é a questão principal. Tem que haver punição independente da intenção do corintiano. Mas ela tem que recair sob o maluco, sob o San Jose, sob os organizadores do jogo e sob o Corinthians. Que o timão seja expulso da Libertadores, ou perca os mandos de campo. O que não acho justo é o estigma que está sendo criado por meio de postagens iguais a do XXXXXXXXX: Isso é Corinthians! Se referindo a morte (supostamente assassinato) do garoto. Parece que o meu time é sinônimo de baderna, criminalidade e agora assassinos.
Roger Rodrigues Soares Acho q vc não entendeu o que eu escrevi. Não tô tentando justificar/defender o "autor". Ele matou o moleque. Ele tem que ser punido, bem como todos os outros envolvidos. Eu tô criticando outra coisa: a imagem de assassinos sendo vinculada aos corintianos em geral.
Roger Rodrigues Soares XXXXXXX, concordo com quase tudo que foi dito no seu comentário. Digo quase porque a invasão no Japão não pode ser classificada como caos. É impossível manter a normalidade de uma cidade com 20 mil corintianos andando pela rua. Imagina só como foi no Maracanã em 1976... No mais, concordo com tudo, só faltou mencionar a questão 'torcida organizada'. Pra mim é o principal problema. Eu mesmo critiquei a generalização, por isso tenho que ter cuidado pra falar sobre eles (Gaviões, Pavilhão etc). Não posso dizer que todos integrantes são bandidos, mas há bandidos entre eles. E, mesmo os que não são, agem como tal quando estão em grandes grupos. A extinção dessas torcidas não seria lamentada por mim. Só mais uma coisa, Juca Krouri tem propriedade e experiência na área esportiva pra falar e pra servir como referência, mas levar em consideração o que Fabio Assunção diz a respeito de comportamento e má conduta não rola. Valeu ;D
Roger Rodrigues Soares Engraçado que os mesmos que falam de punição, de justiça, de combate à violência nas torcida propagam também intolerância por meio da velhas "piadas" preconceituosas. Em resposta a isso aí, eu ia postar aquela imagem que os são paulinos conhecem bem, aquela do bambi com a camisa do SPFC, mas aí lembrei que há outros torcedores desse time aqui e, por enquanto, não os vi fazendo "trollagens" desse tipo. Deixa quieto
Roger Rodrigues Soares Torcida do Corinthians: 30 milhões; Torcedores membros de (des) Organizadas: Uns 5000; Torcedores do Corinthians no estádio ontem: 500; Autor do 'disparo' do rojão (que não sabemos se houve dolo ou não): 1. Toda generalização é BURRA E IRRACIONAL.
Roger Rodrigues Soares Generalizar é dizer "Isso aqui é Corinthians" se referindo a morte do garoto, como se o Corinthians fosse o culpado. Generalizar é dizer que o povo alemão é responsável pelo holocausto, generalizar é relacionar a torcida do flamengo ao 'goleiro Bruno'. Não sou contra a punição. No entanto, mais uma vez repito: Rojão é permitido no estádio? houve dolo? De quem é a culpa? Do Corinthians? Do time mandante (onde ocorreu a tragédia) ou da organização do campeonato? E ESSE FACEBOOK TÁ MTO LOUCO! TÁ APARECENDO QUE EU CURTI MEU PRÓPRIO COMENTÁRIO. EU NÃO FIZ ISSO! Aqui é Corinthians. ;D
Roger Rodrigues Soares O "artefato" passou mto perto dos próprios torcedores do Corinthians. Eu vi isso em um monte de vídeos que já foram divulgados. Acredito na hipótese de que o cara não sabia manusear o equipamento que, pra início de conversa, não podia ter sido comprado (é usados em navios para sinalizar) e muito menos entrado em campo, e acabou disparando sem controle. No entanto, suponhamos que houve a intenção, o cara mirou... Pra mim, não é a questão principal. Tem que haver punição independente da intenção do corintiano. Mas ela tem que recair sob o maluco, sob o San Jose, sob os organizadores do jogo e sob o Corinthians. Que o timão seja expulso da Libertadores, ou perca os mandos de campo. O que não acho justo é o estigma que está sendo criado por meio de postagens iguais a do XXXXXXXXX: Isso é Corinthians! Se referindo a morte (supostamente assassinato) do garoto. Parece que o meu time é sinônimo de baderna, criminalidade e agora assassinos.
Roger Rodrigues Soares Acho q vc não entendeu o que eu escrevi. Não tô tentando justificar/defender o "autor". Ele matou o moleque. Ele tem que ser punido, bem como todos os outros envolvidos. Eu tô criticando outra coisa: a imagem de assassinos sendo vinculada aos corintianos em geral.
Roger Rodrigues Soares XXXXXXX, concordo com quase tudo que foi dito no seu comentário. Digo quase porque a invasão no Japão não pode ser classificada como caos. É impossível manter a normalidade de uma cidade com 20 mil corintianos andando pela rua. Imagina só como foi no Maracanã em 1976... No mais, concordo com tudo, só faltou mencionar a questão 'torcida organizada'. Pra mim é o principal problema. Eu mesmo critiquei a generalização, por isso tenho que ter cuidado pra falar sobre eles (Gaviões, Pavilhão etc). Não posso dizer que todos integrantes são bandidos, mas há bandidos entre eles. E, mesmo os que não são, agem como tal quando estão em grandes grupos. A extinção dessas torcidas não seria lamentada por mim. Só mais uma coisa, Juca Krouri tem propriedade e experiência na área esportiva pra falar e pra servir como referência, mas levar em consideração o que Fabio Assunção diz a respeito de comportamento e má conduta não rola. Valeu ;D
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
E a porcada
Ninguém acredita no time do
Palmeiras. Rebaixado para segunda divisão, diretoria amadora e elenco fraco.
Existe um consenso a respeito do time verde: é uma piada. No entanto, acho que
isso pode culminar com um efeito contrário (pelo menos na Libertadores). Deixa
eu ver se consigo explicar... Nos jogos da Libertadores uma das coisas que mais
atrapalha os clubes brasileiros é a pressão. Pressão da torcida adversária, da
diretoria, da própria torcida, pressão do time adversário, a pressão por ser um
time de tradição disputando um torneio continental e, finalmente, PRESSÃO POR
TER UM ELENCO DE BOM JOGADORES, tendo a obrigação de ganhar. Esse elenco do
Palmeiras é ruim, todo mundo sabe. Outra coisa que a gente sabe é que no
futebol nem sempre o melhor ganha. Exemplos não faltam (Tolima, Mazembe e agora
Huatipato, rsrs). Assim, a porcada tem o aspecto do "improvável
futebolístico" a seu favor e uma pressão a menos pra enfrentar. Eles não
têm um bom elenco. Se pensarmos bem, não têm a mesma obrigação que Grêmio,Corinthians,
Fluminense ou São Paulo têm de estar a frente no marcador ao apito final do
juiz. Espero que esse raciocínio esteja errado. Que eles percam todos os jogos
com ou sem pressão. Mas já gastei uns quinze minutos pra escrever este texto, o
jogo está aos 40 minutos do primeiro tempo e o Palmeiras ainda não tomou gol. E
ACABOU DE FAZER UM.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
O Marketing no futebol
O marketing é indispensável porque consegue por meio de suas 'estratégias' captar dinheiro e gerar visibilidade para o time. Sabemos que
sem dinheiro um time não se mantem e sem visibilidade, ele não evolui. No Corinthians,
a intenção agora é internacionalizar o time. E como fazer isso? Dentro de
campo, ganhando títulos internacionais; fora de campo, conduzir o Corinthians
como uma marca. Isso implica em uma série de atitudes que vão desde a busca
incondicional pelo lucro, até a manipulação de massa. Desde o lançamento de um
terceiro uniforme a cada ano, até a contratação de estrelas do UFC. É aí que eu
acho que as coisas ficam meio perigosas. Quando questões mercantis/financeiras
começam a ficar maiores do que o próprio Corinthians. Isso me leva a uma
pergunta: o que é o Corinthians, o Palmeiras, o Atlético etc??? São marcas? São
times? São Clubes? São entidades? Não sei... Acho que hoje em dia são um pouco
de cada. Mas não me deixa confortável pensar no meu time do coração, um clube
que desperta a PAIXÃO em milhões de pessoas, como uma marca, tal como Nike,
Adidas, Coca Cola etc...
102 anos
Hoje meu time do coração faz 102 anos. Já sofri muito com ele, mas
também já tive muitas alegrias. Nunca fui ao estádio pra vê-lo jogar, nem por
isso me sinto menos fanático do que um integrante de torcida organizada; nem
por isso deixei de viver (no sentido mais verdadeiro da palavra) as glórias e
tristezas (mesmo as que aconteceram antes de eu nascer) dessa história que
começo lá em 1910. A cada dia tenho mais certeza do que o locutor da Sport TV
diz: "O melhor time do Brasil é o seu". É melhor não porque ganhou
mais títulos ou porque tem os melhores jogadores. É o melhor porque... porque
tem a melhor torcida e ela é seu maior trunfo. Assim, cada um de nós se sente
parte do time. Eu não disse o nome e não postei nenhuma imagem. Mesmo assim
tenho certeza que cada um de vocês sabe de que time estou falando. Porque vocês
sabem...Porque vocês sabem... Todo mundo sabe que só quem torce para esse time
escreveria 12 linhas no Facebook falando do time do coração. Parabéns ao
"Melhor time do Brasil", pelo 102 anos.
O resultado
O resultado do jogo é algo enigmático no futebol.
Ele pode ser justo, injusto, roubado ou até mentiroso. Em torneios de
"mata-mata", o resultado é, sem dúvida, o aspecto mais importante. O
time pode jogar muito mal, se fizer um gol de canela aos 45, tá ótimo. Já em um
campeonato de pontos corridos dá pra analisar os jogos sem se prender
totalmente nos dois números que figuram entre a letra X. Meu time perdeu nessa
rodada. O resultado foi um daqueles citados acima. O resultado não representou
a realidade do jogo. Por que? Porque meu time jogou tão bem ou até melhor que o
adversário, porque meu time jogou com raça, porque meu time não desistiu nem no
último momento e principalmente porque um dos três gols marcados pelo adversário
foi RESULTADO de um erro grotesco da arbitragem. Mas como vocês podem conferir
pelos noticiários amanhã, o RESULTADO é o que conta. É o resultado que define
quem vai zoar quem amanhã no boteco, na escola, no trabalho ou na pelada.
Amanhã provavelmente alguém vai me zoar por causa dele. E eu já tenho a
resposta na ponta da língua: foi ROUBADO!
E foi assim que aconteceu.
Acabei de assistir
“Fiel”. É um documentário que conta a saga do Corinthians na série B pela ótica
da torcida. Também tem depoimentos de jogadores, mas a maior parte do enredo
fica por conta do bando de loucos. O filme mostra torcedores contando suas histórias
desde os primeiros jogos do campeonato brasileiro de 2007 (ano do rebaixamento)
até o final de 2008 (ano da volta à série A). O 2 de Dezembro, o jogo contra o
Ceará, a “tragédia” e a redenção. Gostaria de justificar as aspas na palavra
tragédia. O rebaixamento, sem dúvidas, foi o maior drama que já vivi na minha
vida de Corinthians. A queda para série B realmente seguiu os parâmetros de
Hamlet. O conflito entre o time de poucos craques e os deuses do futebol estava
claro. O destino conspirava contra o alvinegro do parque São Jorge. O final
trágico era inevitável. Na última rodada, o Timão empata com o Grêmio no
Olímpico e o Goiás vence o Internacional. Mas sabíamos que havia algo de podre
no futebol. O último gol do time alviverde foi de pênalti... Três cobranças, um
gol, inimigos comemorando e uma nação em lágrimas. Quer final mais trágico que
esse? No entanto essa história não é de Shakespeare. Essa é a nossa história. O
Corinthians não morreu no dia 2 de Dezembro para infelicidade geral dos rivais.
O Corinthians levantou e enfrentou seu destino. Já em paz com os deuses e
empurrado pelo povo louco (tal como a loucura de Hamlet) voltou à cena
principal. E assim justifico o uso das tais aspas.
Voltando ao conteúdo do documentário,
nele alguns torcedores contam como “se tornaram” corintianos. Mais uma vez o
uso das aspas necessita de alguma explanação. “Se tornaram” porque para muitos,
o verdadeiro corintiano já nasce louco. Ele pode não saber que o é, mas em
alguma momento o grito de Vaaaai Corinthians vai ecoar e aí já era, curintia
até morrer.
Pensei em como e quando isso
aconteceu comigo. Gostaria de compartilhar essas lembranças com o leitor. O ano
era 1994. Morava em Bragança Paulista, estado de São Paulo. Tinha nove anos e
estava empolgado com o futebol. A seleção brasileira tinha sido campeã mundial
e aquela emoção me agradou muito. Ainda não tinha um time de coração. Meu pai
nunca foi corintiano, era flamenguista (Ou cruzeirense? Acho que os dois). Meu
irmão mais novo, assim como eu, adorava futebol e também não tinha um time. Nós
não parávamos de brigar, mas não desgrudávamos um do outro, coisa de irmão...
Num belo dia a TV transmite um jogo: a final do campeonato de brasileiro de
1994. Um time de verde, o outro de branco. Um time cheio de craques e atual
campeão, o outro com raça. “Eu vou torcer pro de branco”, “eu vou torcer pro de
verde”. Eu vou torcer pro de branco... O Corinthians perdeu aquele campeonato,
mas ganhou um torcedor. O Corinthians perdeu aquele campeonato, mas não tem
problema, eu sabia que seria muito feliz torcendo “pro de branco”.
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